Arquitetura Tradicional

Mercado Municipal de São José

Mercado municipal do bairro de São José, baseado em dois pavilhões construídos em ferro pré-fabricado, sendo pioneiro brasileiro neste tipo de construção

É o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro no Brasil e um dos raros exemplares da arquitetura típica do ferro do século XIX. É constituído por dois pavilhões retangulares, com coberta em quatro águas e estruturas independentes, conectados por um vão central de menor largura, que conforma uma rua coberta, com telhado em duas águas. A área total do Mercado de São José é igual a 3.687,50m², destacando-se no contexto imediato, que é caracterizado por sobrados antigos e por edificações religiosas.

A estrutura portante dos pavilhões em ferro fundido é constituída de colunas ocas, através da qual se escoa a água da chuva proveniente da coberta, e vigas com sua parte inferior em arco, vazadas, estruturando uma cinta de amarração. Sobre as colunas, com a finalidade de sustentação da coberta, apóiam-se tesouras em ferro atirantadas que vencem um vão de 20,44 metros. Toda a estrutura da coberta é em ferro perfilados. Acima da cumeeira das tesouras foram projetados lanternins com estrutura igualmente em ferro e fechamento lateral em vidro e coberta em quatro águas com telhas francesas em barro cozido, tendo em vista a melhor aeração interna do mercado. O material construtivo da coberta da rua central é também o ferro, que se apóia nas mesmas colunas que suportam o peso da estrutura de coberta dos dois pavilhões. As telhas que recobrem esses dois pavilhões e a rua central são francesas de barro cozido.

O interior do mercado é subdivido em boxes, onde se comercializam produtos diversos.

Texto reproduzido do Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional
  • 🇧🇷 Pernambuco Recife
  • Inclusão
    30/04/2024
  • Responsável
    Sara Guimarães de Oliveira
  • Em outras bases
  • Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
    nos livros das Belas Artes v. 1, sob o n.º 509, em 17 de dezembro de 1973; e no livro Histórico v. 1, n.º 445, em 17 de dezembro de 1973 (Processo 883-T/73).

Cronologia